terça-feira, 12 de novembro de 2019

As Nuvens abordam uma Foto


 As Nuvens abordam uma Foto

Preambulito
 Tudo começou quando alguém digita um texto onde se refere "anexo uma foto da tia Lola."
Nestes tempos o céu anda agitado no superfaturamento de mais de mil intervenções no clube das nuvens nos dois sentidos: no positivo de encher as burras do capitalismo em crise com tantos ingressos; e naquele negativo que consta ser desentendimento das próprias nuvens pelo bombardeio de corpos estranhos (nem sempre estranhos por ser dos amigos rivais potenciais terrenos no lema "é meu, não abro!" ou a espionagem quase barata do tanto ocorrer...) e ataque dos corpos siderais ou seja a teimosia de asteroides curiosos a suspeitar aqui embaixo haver sobrado algum antigo dinossauro. Isto tudinho a somar em cima delas, pobre ajuntamento de ventos e poluições – nisto surge a questão ou problema já garantido, o de abordarem uma foto.

A Foto
Pra gente não pôr minhocas e grilos na cabeça como diz a língua da cabeça, fica esclarecido não ser daquelas fotografias antiquíssimas ovais trabalhadas e até meio inventadas por fotógrafo a ressaltar uma gravata que o garanhão nunca usara por caboclo e gente de baixo; e o casal ela sorrindo embora tendo geração inteira chorado por abusada pelo macho da espécie e por ser mãe de uma escadinha de filhos; enfim trata-se dum casal humano que o fotógrafo itinerante flagrara (a pedido familial...) numa pose desses patriarcas ali mostrados; ali é aqui na foto, dito a dita não ovaloide grossa encapada em vidro transparente e agora no ontem exposta na sala – e daí se contando à visita "ah comadre..." Então. Não oval, sendo quadrada, quadrados dizem jovens íntimos deles, não propriamente quadrada porque de tanto por tanto a base maior e na altura uns centímetros menos; o comum desse tempo. Qual tempo! ora...
Esta é essa foto. Que Elas veem 'contemplam' remexem investigam abordam investem.
Trata-se do casal e... bem, alguém entre familiares, chato ao ponto tal querer embirrar saber o quê saber, por exemplo datação e num pior:
Encontram também uma fotinha ou fragmento do casal, os velhos como falam, tal pedaço extraído pelo fotógrafo mambembe de uma inteira antigona contando ambas é claro neste anuviado mas igualmente a Família toda. Ah isto vai para capítulo posterior.
Sim o casal estaria em pose com a filha preferencial (de quem! de quem? da velha dona Maria) uma filha chamada Lola; não é Lôla, Lóla, entendido? A Lola, o marido da Lola e as duas filhas da Lola.
Ora ora, o que interessa é a Foto dos cinco, ué conta errada não, é que o velho falecera. Sabe-se que morto em não ser vivo não aparece numa fotografia. Além do mais o mundo já havia inaugurado o costume de haver entre viventes mais viúva que viúvo na estatística, esta mentirosa pra danar. Prossigamos.
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Prossigamos. Insiste-se num ponto, que esta não seja aquela enorme, visto não vista mais a grandalhona exposta na sala da casa às comadres dessa família e hoje derrubada desmanchada não se deixando quase nem vestígios e inclusive o terreno do imóvel agora com placa "vende-se" indicando o nome da imobiliária etc. e tal; tal fotona de mostra não mais exposta decerto desmanchada no desmanche em prol da modernidade das coisas. Esta. Sim esta, a pequena saída do celuloide do profissional bem amador e copiada mostrada garantida como antêntica na Família da Lola.

Fotinha
A fotozinha em questão e em que estão os de Lola; aqui esclarecido para evitar mais discussão entre as nuvens, pois tem uma emburrada, sempre tem isso de um desaforado desaforar os outros, outras, as nuvens, a desejar se impor pra ter razão, não contra a chuva de meteoros e meteoritos e pedriscos siderais a bombardear essas defensoras das verdades humanas apertadas no clube ou depósito (isto cheira a clandestinidade porém não se garante, tornemos às Nuvens:) De fato nelas ou num lugarzinho imenso classifica-se e se guarda qual cofre-forte informações digitadas desde os computadores no planeta perdido no sistema solar; desde todos microcomputadores e melhor nesse pior desde celulares a distrair comunicando-se bilhões de criaturas que não se veem. Pois bem, é nesse agrupamento de nuvens o desentender das participantes vendo a fotozinha na qual a Lola posa no centro, sim ela deixa o marido estar ao seu lado e do lado de ambos as duas briguentinhas filhas únicas... quer dizer o Lulu e o Miau também filhos mas quase netos porquanto filhos das filhas, os animais caseiros hoje em dia têm direitos iguais aos iguais humanos, sobretudo os iguais burgueses; a familinha pequeno-burguesa. Isto dito insistido mesmo porque são representantes, aqui por baixo, das nuvens da burguesia a qual ganhou no orbe a parada contra a nobreza de antanho e contra o operariado, que se não formou na tentativa de briga com burgueses, o operariado se emburguesando, sem consciência disso. Resumindo, a burguesia manda, só não comanda a crise econômica mundial atual, aqui o feitiço contra o feiticeiro e isto coisa pra bruxas, deixemos a vassoura tornemos à Foto:
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Analisando a foto da família da Lola, tem um porém que é bem característico da estatística, a qual se estica em pôr a verdade. Que é a Vó Maria. Parece que era 'Nonna', isso visto posto ser viúva, o Nonno morto ficou no desmanche geral do imóvel e da sala onde a comadre como visita vivia a apreciar... ah, chega, não tem mais o imóvel nem a foto ovaloide ou quadrada ou retangular (e o que isso altera os rumos do planeta sem rumo!) Realmente interessa a Fotinha.
Às nuvens? às Nuvens.
Elas discutem onde guardar a informação da existência dos cinco seres, entretanto numa briga educada, semelhando turvações e trovoadas no Congresso. Para quê.
Isto é que veremos pra ver.
Dito que a Lola filha preferencial, isto atrai Maria. Sim, a Nonna porque estamos diante de fotografia dos Giannovezzi, italianos comuns e por comuns calmos... A Lola inclusive é braba e implicante, o marido baixando a crista e mais mandavam mandonas a Claudete e a Clarisse, claro no registro na cidadezinha do interior paulista para onde o Nonno levara imigrado os seus; a Lola última a vir à luz e exigir cidadania ao mundo e exigiu mais ainda ser preferencial. Então Maria ficava nos últimos anos da existência a viajar atrás da felicidade nunca perdida e nunca conquistada, vivia em viagem estando já viúva, ora na cidadezinha ora a morar com Lola e os seus na capital. A capital? a megalópole onde um fotógrafo do tipo lambe-lambe flagrou colheu registrou ("olhe o passarinho" as mulheres, a mulher a sogra e as meninas, nem perceberam todavia o macho da espécie ali sorrindo qual boneco, a ficar confuso na fala do 'artista'). Examinam a foto copiada, adredemente paga, e entregue. Pior, a cópia que a Nonna levou pro interior fora retocada retrabalhada por certo curioso ou perito na arte fotográfica; e assim seria ganhada registrada e melhorada num endereço eletrônico; e ai ai ai – agora estando a causar dor de cabeça no egrégio tribunal (ou depósito de verdades no céu!) onde as Nuvens, Elas, discutem e não se entendem sobre o local exato para guardar tal obra de arte, obra-prima? talvez prima da obra. Em resumo se perguntam: que é isso, quem são, onde pôr a foto; ou apenas escondê-la a fim de não causar o desentender humano lá embaixo na superfície em ebulição; tal qual Elas mesmas a se desentender...

Abordagem nas Nuvens
Na abordagem (lunática não e sim nebulosa) nela uma coisa ficando claro nesse escuro – na lua cheia é mais claro é claro pra ver, no entanto Elas se dentam mesmo em plena lua nova, escura claro. Não se entendem sequer no onde, "onde enfiar isto" isto é isso: aquela fotografiazinha. E o que é mesmo a mesma?
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Quando Maria deu preferência em relação e em detrimento aos seus outros filhos para escolher residir em casa de Lola – Lola fugira com o namorado. Não bem um namorado desses de hoje: ficam com a namorada, dormem com a namorada, fazem filho com a namorada, e depois não mui depois dias depois vão morar com outra namorada, ah igual aquele caso aquela confusão em que não sabemos quem primeiro se o ovo se a galinha. Nada disso. Namoro decente na varanda sob olhar severo do futuro sogro e da aceitação sub-reptícia da futura sogra. Não fora bem assim. O velho novo ainda não quis e por isso o namorado foi roubar sua namorada a cavalo; a coisa de sempre: após um tempo voltando o casal com os herdeiros e daí o sogro, tendo o delegado como juiz de paz, nessa altura achando o pai da noiva os herdeiros umas gracinhas. Não. Sem cavalo a aventura, tomaram o trem (ainda não falecido no país) e fugiram à Capital, onde depois a Nonna encontra-se (na Foto) ao lado da Lola e do marido da Lola, as netas nas extremidades, o Lulu e o Miau o fotógrafo rejeitando a alegar o espaço na foto, na cópia. Dessa maneira todos os cinco.

Vinculação desnecessária
Interfere no desentendimento das Nuvens sobre a Lola, a fotografia da Lola, interfere uma desaforada nuvem – não tem aquele ser que põe dúvida em tudo noutros noutras no caso! Essa. Esta, dessas, lembra ao grupo das Nuvens o caso que gerara semelhante desentender, a foto baiana feita do morto. Explica-se: alguém andante, cansado decerto, depositara sua mala no chão dum boteco de beira de estrada na estrada que vai de Juazeiro ou de Petrolina para Sobradinho, a Barragem de Sobradinho. Aí pediu o que pedir naquela vastidão, pois a cidade dali vista longe, uma urbe planejada e quase sem gente embora havendo casas onde fora morada coletiva ao operariado da Barragem. Em meio a isso o muito ar o muito sol o muito cansaço, não apenas drama num viandante, este ali no balcão do bar; ora, o vendeiro não atendia à sede e à fome, antes que isso atendia às parentas, o tal comerciante naquela hora a chorar lágrimas mui derramadas, dele mesmo e as das chorosas irmãs. Choravam um choro copioso, a cântaros, por um leite derramado!? talvez; chorando o trio diante da foto viva do pai morto. Muito que bem, o mal se expondo pela foto do morto morto e morto no caixão! Pode? podia uma coisa dessa, lamentou o estranho no seu conhecido cansaço e na conhecidíssima fome do meio-dia quente; e a condução não vinha enquanto a eternidade das gotas lacrimosas a rolar pra quem sabe melhorar o nível da Barragem não tão distante. Assim o estranho tentou ver, curioso, a curiosa imagem do genitor do trio estranho, a expandir o coração. O morto, morto, lógico, esticado mãos postas quase a encobrir a gravata. Por esse tempo era costume nacional evidenciar a morte – o correio entregava envelopes negros fúnebres de aviso ao vivo o morto seu; nas famílias o homem e a mulher trajando luto, negro como aprecia o luto, ou somente uma tarja preta a esclarecer o negror no coração. Nesse tempo. A gravata do morto (do pai da Lola na Foto Grande? ora ora a Lola:) parecida à do marido da Lola na Fotinha, morto? vivo bem vivo, se bem no mal por ser ele mandado pela mulher, esposa e namorada no trem na viagem no roubo nos herdeiros herdeiras em verdade, Claudete e a Clarisse ou Clara, claro?
Assim retornam as Nuvens ao seu desiderato, o de abordar e antes se desentender para melhor analisar a fotinha: tendo a Lola é claro a Clara é claro, quem sabe se não a mais briguenta entre herdeiros; se mostrando ao lado inclusive o pai delas, chamado na periferia da capital Otacílio – e havendo ainda e claramente como principal (após lembrar aqui a mandona chefa da Família) exato, havendo a principal na cena que é (era, morreu ninguém fica pra semente) – a Vó Maria, dita Nonna, a qual herdara do esposo o sobrenome Giannovezzi, bem italiano, do Piemonte. Isto, isso tudo, antes dito feito escrito a constar o porquê dos desentendimentos... das Nuvens? que das Nuvens, das Nuvens também depois mas antes ser delas, deles. Deles cinco na fotografia e quando sentados no domingo a comer macarronada com vinho em meio a muita conversa alta se atravessando na conversa nada baixa dos parentes, enfim o desentendimento entre partes. Desnecessário. Desnecessária.

Exposição fotográfica sem arte
Contudo aí exposto a gente não poderia contar umas coisas (nada representativas) dos de Lola! sim coisas que se sucederam e marcaram (aqui de fato bem representativas) a vida na Família?
Por exemplo, um exemplo que possa igualmente ser desnecessário. Seguinte. Seguinte diz às outras nuvens e com petulância ainda a desaforada nuvem. Não se importa a desaforada com a má vontade das colegas ali a rodeá-la; e põe outra foto a confrontar a fotinha da família da Lola. Aliás não bem 'outra' apenas outras muitas a enfeitar a sala da Lola, a rigor da Clarisse que chamam os íntimos Clara; mais precisamente cena fotográfica figurando um neto da Lola vindo por Clara e seu namorado, não o atual o primeiro de uma série de namorados, isto não interessa. São várias fotos em cópias brilhantes, quer dizer refletindo a claridade matinal que entra na saleta onde elas coladas; algumas no enfeite da casa à visita ver e elogiar quem sabe, havendo umas poucas em quadros a mais realçar – sem serem ovais como as antigonas e aí o Nonno incomodado com a gravata feito forca; com a Nonna, essa, esta em mostra estando no centro a Vó Maria então a morar na residência da Lola e também fugir alternadamente da cidadezinha interiorana à capital e aqui flagrante com a família "olhem o passarinho" diz o fotógrafo. Não. Nem sendo retangular: mais quadradas tais fotografias em exibição.
Elas expõem um quadro terrível chocante ferino de nossa sociedade; não a das Deusas as Nuvens lá em cima, sim a sociedade dos homens aqui embaixo, pé na terra da Terra. Tal quadro é o da briga frequente quiçá eterna entre torcidas rivais de equipes rivais, o que válido ao país inteiro e a todo Ocidente se se quiser.
Nada encrenca de moleques nesse relevo de insultos santos puros: nada disso porém brigas feias entre são-paulinos e palmeirenses e poderia enfileirar-se torcedores devedores doutros times noutras áreas geográfica como Rio Belo Horizonte Salvador Porto Alegre e mesmo de cidadezinhas por seus clubes de futebol; tal o teor nefasto e verdadeiro dessa mensagem.
Seguinte. O neto da Lola, mero taxista empregado então desempregado igual milhões, esse jovem aparece no centro de todas fotos, numa verdadeira exposição de arte, mas na sala relativamente pobre da casa da família da Lola. Sim em todas com o senão se não estúpido estapafúrdio a verter sangue (sangue são-paulino, claro, diria Clara sobre o filho). Em todas ele sangra. Também tem bem uns dez mais semelhantemente a sangrar na briga desorganizada das torcidas organizadas, embora fora do gramado, pela disputa em campo entre Palmeiras e São Paulo.
Ah, agora lamenta em lamento a nuvem desaforada a notar condenação coletiva das Deusas mais, menos segura ela e já imaginando um buraquinho no chão pra sumir decerto da pancadaria dos olhos das nuvens suas iguais.
Ah – repete insiste desiste de chorar a tempo – ah esse negativo é positivo no próprio bisneto de Maria, orgulhoso a estufar explodir de vaidade por estar na berlinda e ser o principal na exposição.
Espere um pouco: isto não é uma desnecessidade boba burra esdrúxula, completa a mesma sua fala, pois não passam de pervertidos bandidos escondidos na torcida do seu clube futebolístico.

Mostra e Fogo
Lá onde se armazenam dados da loucura humana, como picuinhas banaizinhas das vizinhas, postas mostradas às visitas no celular dos grandes e dos pequenos já aprendendo a loucura, pequeninos umas gracinhas; como o ranço do mercado e da concorrência, sujeito a intromissão de hackers e espionagens mais; como a frequente corrente consequente ou inconsequentes da burrice política e/ou da de governos; enfim como dados informativos ou só representativos da representatividade das gentes, tementes ou só aborrecentes, dados a nível mundial no pobre planeta, os quais são depositados ali lá aqui um pouco por toda parte, na parte armazenada que toca àquelas já aflitas Nuvens, as Nuvens vez que outra tendo o indevido bedelho daquela Nuvem desaforada, então essa Nuvem calada contaminada vencida nos seus conselhos ao Conselho (das Bruxas não!) ao Conselho das Nuvens, dito ditas nuvens não saberem mais onde pôr o que pôr – e aí surge uma voz alcoolizada e grita "pôr no fogo!" berra a esbanjar outra nuvem, não a desaforadinha e atrevidinha; não existe no meio das melhores intenções aqueles aquelas que se embriagam e falam na hora certa e/ou incerta certas verdades!? dessas, essa: bota fogo nisso.
Ora bolas, a bola da vez é a foto, aliás não é a grandalhona tendo o Nonno a olhar feio o feio do nó de sua gravata de enforcar (sim, muitos na época diziam aos íntimos um casório ser a forca, sem força de fato diz o tempo que passou, ser o casamento uma forca à liberdade dos homens, machos pra valer; enquanto o mesmo casamento sendo colocação como emprego garantido à bela desposada pelo macho pra valer, no caso a bela é ela a Maria, a Nonna exposta na fotinha com a Lola a Clara a Claudete e até com ele, o Otacílio, sujeito sujeito à mulher, leia-se Lola mandona). Sim não a foto grande na sala da casa desmanchada mas a fotinha. E a bebinha da silva entre as Deusas insiste – isso, joga no fogo antes do resto: tudo se acaba no fogo.
Ora ora bem, é a foto onde a Família da Lola, a que está em jogo. Sequer dão os deuses oportunidade à Nuvem antes desaforada atirar mais cisco no olho do Conselho e ela não estaria aqui agindo qual bruxa! nada de fada...
A Lola... Não, não agora, o fotógrafo de cabeça mergulhada na coberta negra na sanfona da entrada da máquina fotográfica enganchada num tripé a balançar na escadaria da igreja (estão postados em frente, ao fundo ainda se percebe o portal religioso) ele grita roco "olha o passarinho" passarinho é sinônimo de atenção! e daí flecha no flash do instrumento a imagem da Família da Lola com todos é claro, mais a Clara e a Vó Maria – a cópia reproduz aquele momento e eles, elas, não estão ali para mostrar vestidos do tempo nem a esbanjar moda, que o profissional bem amador não chega ver vê o conjunto. O conjunto... ah as Nuvens querem (a maioria não diz no entanto a confusa só intrometimentos:) querem atirar no fogo, a diminuir o depósito de dados de excessivas bobagens digitadas desde celularezinhos presos a redes sociais a sair disparar quais flechas (envenenadas quase sempre) em direção da área de armazenamento nas nuvens, aqui lá aqui nas nuvens, sujeitas à interferência de meteoros siderais e mesmo doutros depósitos de informações. Em resumo, um colosso de fatos jujeito a ataques; e daí, lembra a Nuvem-bêbada, incendiemos logo esta; e assim economizaremos na futura fogueira.

Entes em atrito
O objeto dessa disputa, quer dizer o pomo da discórdia no Conselho – a Fotinha não a Fotona – o objeto mostra em síntese meia dúzia de seres comuns, capitaneados por Lola Giannovezzi, Lola só fecha a boca quando abre a boca de falar Clara ou apenas desfeiteando sua mãe, a Lola, a qual na cópia da foto não ri, circunspecta ou armada na forma banal 'donde sairá a cobra...' Não chega parecer emburrada e nisto seria talvez emulada, vindo de mula teimosa, haja esta forma no léxico; trata-se duma feição séria que o alto cargo de capitã exige. Além dos membros estarem reunidos na porta da igreja, sendo quem sabe sacrilégio rir (a Lola catolissima) rir, jamais gargalhar chamando a atenção dos fiéis ali a entrar olhar a gente sendo fotografada e coisa e tal; séria; séria também a Nonna, esta anódina sequer dando a dimensão que uma tomada à posteridade dá; ela não conta, soma sim ao genro o qual não exibe nem expectativa nem determinação, obedece ao combinado pela patroa, a patroa que canta de galo naquele  terreiro. A Claudete também seriona e engatilhada – é comum nas horas inesperadas que solte um palavrão, talvez só a espantar o profissional por mais amador seja. Curiosamente não é a Lola o centro da foto, foto ou documento histórico duma família; o principal ali (sem que ela se conscientize:) é a Nonna. Maria é que desejamos guardar prender na imagem, pois a senhora estando de saída, ela indo embora agora, imediato ao desmonte da máquina de gritar passarinho. Ruma ao interior do estado, estamos em plena capital, mais especificamente no Bairro de Santana onde Lola reside; e tem Clara claro e Claudete é lógiico. Até Otacílio. O Otacílio não pretende ganhar num concurso de machões, comentam desocupados parentes de língua apimentada. Um dia, coitado, ele fora flagrado a lavar esfregar secar no varal do apartamento exíguo, comparando às dependências interioranas – fora por um linguarudo; melhor linguaruda, a língua solta de uma tia-irmã de Lola em visita; a lavar roupa, as pecinhas miúdas e íntimas das meninas, como denomina as filhas. Bastou ao descrédito machão, visto que as mulheres antigas foram até mais machistas que os machistas. Agora não, sério olha o passarinho, mudo sem riso e num aspecto 'ininterpretável'. A sogra não, sim sim até meio chateada por ter de voltar à cidadezinha onde fica na casa duma nora que a tolera e não põe demais o jargão nora-sogra sogra-nora. Para... ah elas todas já sabem antemão: irá Maria pro interior, logo noutro mês oi ela de novo no velho apartamento da Lola, "apertamento" falam, em Santana repete-se. E assim sempre e daí estar na pose do passarinho num ver cobras e lagartos, todos inimigos da gente decente. Contudo não xinga, não por recatada e sim por mansa, já amansada, não xingaria perto da filha e se, logo Lola lhe soltaria os cachorros; então lamentará seu estado ao chegar no trem à casa do filho onde a nora é igualmente o galo, tal qual Lola... Com essas e mais aquelas encerram esse ajuntamento fortuito quase inesperado onde estão ao passarinho ao fotógrafo e à geringonça que apronta a família à posteridade. No dia a dia não sendo  desse jeito. É pior. Vovó não quer dormir com as netas briguentas; Claudete e Clara afugentam a intrusa ou concorrente pelo pouco espaço. Ora, a velha iria ressonar e/ou roncar entremeio à filha e o genro! Inadmissível. Um dia, muitos dias, muitos dias vezes mil os parentes paulistanos chegaram ao desplante de sugerir ser a velha demais comilona... Na verdade de toda mentira ou abuso da verdade, os da capital (insistem os do interior a propósito da Nonna) querem é se aproveitar do tesouro da aposentadoria da idosa, esta que fala "pisentadoria" e gozam nela também por isso; enquanto os parentes interioranos põem que a senhora esteja sustentando os vagabundos da megalópole, que em resumo estes se apropriam do recebimento. Ah, afirmemos: vai-se lá dormir com um barulho desse, isso pra ser original.

Conclusão ou Confusão
Não cabe narrar o sofrer diário na convivência nem os choques familiais numa Conclusão.
E tudo começou quando alguém digita um texto onde se refere "anexo uma foto da tia Lola." Sem imaginar a dor de cabeça às pobres Nuvens. Dor de cabeça que se pode resumir em Confusão; dado bem conhecido na humanidade...
São Paulo   novembro  2019