sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Democracia no Sub-imundo


Democracia no Subimundo

Introito
Não tendo como transmitir toda verdade, posto que literariamente mas em cima da verdade entre as mais suculentas rechonchudas fortalhonas verdades – o autor houve por bem usar um caboclo para narração dos fatos, fatos garante o caipira. Assim, vai na linguagem dele os fatos, linguagem essa ao ver do escriba bem pitoresca. Oficiosa, sem manchar as regras oficiais porém atrelada à sonância dos vocábulos, ninguém inculpando somente o capiau. Digamos estar o matuto usando no texto de uma liberdade poética na prosa. Prosa, isso mesmo: garante estar proseando a verdade, mesmo a mentira não aceitando afirmativas. Também os nomes dos personagens deste contar sobre a democracia no imundo sub desconhece a ortografia e as bases essenciais formais oficiais mais exigidas no cartório de registro civil da gente.

Personagens
Infindável a relação assim como sem fim o relato dos acontecimentos envolvendo as figuras humanas e coisas. Tanto que o escrevinhador presta atenção na fala do narrador apenas no início dessa série e acorda já no concordando ou discordando no final da narrativa... Enquanto, dorme o dos justos em sesta de olhos abertos após farto respasto numa casa de pasto, esta que o homem do campo na cidade nomeia como restaurante, desconhecendo embora hotel cinco estrelas e a misturar o roceiro inclusive estrelas com pensão barata.
Vai lá, entretanto sem ordem porque se houver ordem demais, onde parará a democracia!
Tem Muié, tem Ômi, tem Vizinho, têm outros muitos outros como Subserviente, Coitadinho, Conhecido estranho, Embrulhão (também chamado Picareta), Primo, Amante, Namorado, Tio, Tia ou Encalhada, Sogro, Genro, Solteirão, Vossa Reverendíssima, Doutor, Doutor Juiz, Médico, Boticário, Botequineiro, Bebum, Açougueiro (aqui na função básica de preparar e descascar banana), Banqueiro, Barqueiro (este sem barco como motorneiro sem bonde e ferroviário sem trem), Latifundiário, ladrão não tem: roubaram o nome, Inimigo e menos mau: Adversário, Fedegoso; e antigamente havia não tem mais professor, o qual ensinava em bilingue a fala da terra e uma escrita de primeiro-mundo... etc.. O autor arregala olhos dorminhocos “Etc.!” et cetera não é personagem, seu burro – quer dizer e outras coisas em latim, uma língua que já não existe na superfície de nossa cultura, em não ser para dados etimológicos; etimológico também não é personagem, oh jegue. “Ah!” pisca o escrevedor. Natural nesta relação hajam igualmente as fêmeas de cada espécie. Entendido, partamos à estória.

Íntegra da Estória, em partes
Por aqueles tempos... quais? ora, naquela época funcionava no Subimundo a democracia, que todos sabem é o regime ideal o equilíbrio a razão o bem a sabedoria o necessário a satisfação em ter liberdade vigiada. Nos termos da lei e juramento da constituição... se eu pusesse constituição com C dos grandes você burraria a indagar se uma personagem: não, um conjunto de leis a atrapalhar o entendimento humano simples nem sempre bom. Enfim atrelado à constituição e tudo o mais. Daí houve eleição para escolher os mandatários provisórios, visto nada em tudo ser definitivo; mesmo porque o planeta girando adoidado no sistema e o sistema virando sem parar no universo, nessa ocasião não tão grandalhão como hoje não pelo acréscimo da democracia já existente mas dos mandatários políticos definitivos. A bem da verdade, essa verdade tão decantada hoje em dia, não bem os mesmos mandatários políticos e sim seus primos e primos dos primos no poder, ou seja sempre o mesmíssimo partido inventado para o povo pensar ele mesmo estar no poder, isso sim definitivo imutável enquanto durar; ah esses poetas malucos!
Portanto existindo a democracia e os orangotangos achavam certo esse errado e defendiam a ideia e ainda votavam e... uh aí vinha a corrupção. O que lembra político, não o personagem Político, aqui Político da Silva seu criado conto com seu voto etc. e tal. Não, a classe e esta cheira corrupção. Embora entre o zé-povinho também haja uma corrupçãozinha que é uma gracinha. Por exemplo, Ômi diz ao filho numa cerimônia fúnebre bem frequentada “diga pra sua mãe que cheguei faz horas”; pai, faz só quinze minutos! Ou um vizinho, Vizinho da Silva, ele manda o garoto falar ao cobrador no portão não estar em casa e para o mesmo voltar amanhã. Ou ainda comenta outro com um Íntimo amigo, enganei o trouxa passei o carro podre para frente e comprei este mais novo que é... Uma gracinha. Não, o bem posicionado homem público não publica suas falcatruas esconde o desvio no paraíso fiscal e tudo menos.
Como eu, caipira, dizia, dizia o quê? ah sim os orangotangos votavam eram eleitos; ih... havia tantos candidatos todo mundo desejando ser candidato e assim quase não sobrando eleitores para elegê-los; votavam, eleitos, empossados – vai escutando pois aqui é que a porca torce o rabo – então ficavam eternamente no poder na pessoa do seu partido, que não é bem pessoa sim entidade, o PO, sigla do Partido do Orangotango.
Bem. Havia os orangossambas os orangorroques etc. e como tal se punham. Havendo por essa razão disputa com vitoriosos e vitoriosos não diplomados por abuso do poder econômico. Aquele velho negócio de comprar vender votos – a corrupção graúda e a corrupção miúda. Então aqui há uma vitória de pirro porque o eleito ganhou não levou, com a corrupção política da oposição impetrando óbices à situação (situação fosse empossada não foi) ambas traquejadas no mister da corrupção, aqui entrando Doutor pra valer, advogadinhos advogadões, para quem a causa é o que menos importa, importa o ganho e a projeção.
É assim que Subimundo virou um município acéfalo. Quem ganhou, repito: não levou, levou tempo com medidas legais defensivas contra acusativas, aqui entrando o Juiz, cuja opinião popular estaria corrupto pois não se pode pichar autoridade ser corrupta. O fato é que não levou e o tapetão – certo recurso bem imaginado e costumeiramente dando certo no errado do campeonato esportivo da nação – configurado com os perdedores da eleição democrática e livre enquanto dure, esses perdedores orangossambas e orangorroques tentando tomar a vaga orangotanga impedindo o candidato eleito tomar posse. Inclusive lembrando aqui haver o orangotando-mor conseguido maioria absoluta no cargo pleiteado, 52% ou coisa assim, a desistir então a lei de um segundo turno ao cargo eletivo. De maneira que o eleito não pôde tomar posse como vimos e por esse motivo os perdedores a disputar no palitinho na sorte do azar das cartas marcadas a fim de no futuro próximo tomarem eles posse; quer dizer: ainda brigariam orangossambas e orangorroques quem o mais protegido pelo PO federal a ocupar um cargo tão importante aos destinos subimundeanos.
Enquanto... quer dizer enquanto a briga judicial com impetração de solicitações e recursos pra fazer a alegria causídica dos doutores, o Juiz ora dum lado ora doutro, visto a justiça ser cega ou de óculos postos quebrados – enquanto isso a urbe sem governante. O dirigente velho apostando ficar eternamente no poder orangotango. Mas eis que Juiz brigou um dia, certa madrugada melhor dizer, se desentendeu com a Esposa ou Amante ou Namorada em belo entrevero conjugal, perdendo para ela o jogo e por isso, nervoso, obstou o eterno. Foi necessário seguir os trâmites legais do país onde Subimundo. Não poderia, pergunta-se, não poderia empossar mesmo que provisoriamente o presidente da câmara, até o desentranhamento da mixórdia? Sim. Não. Ainda não escolhido o presidente entre vereadores. Isto posto voltava ao zero a situação e o município continuando acéfalo.

Enquanto o enquanto durar
Enquanto isso o povo a falar. Abobrinhas borrachas rolhas bolhas estouradas sem nada dentro. Vê-se que o ar não se vê. Pois não é que o povão fala, matraca sem parar, sem mais o quê. Num ônibus circular, que sabemos poderá até servir para se deslocar ou mesmo levar o interessado receber sua aposentadoria; sobretudo aos interessados velhotes falar. O que falar não tem muita importância, havendo a possibilidade em abrir a boca. Então Ômi solta as frangas (aqui não mais explicando a filosofia contida nas expressões, pois os burros ou desacreditam ou não entendem) põe a boca no trombone e nunca a viola no saco – os outros têm que ouvir. O orangotango-mor, diz, o orangotango rico pra danar, ganhou uma eleição com votos certos em previsão de ganho certo também e com contagem certa porém os ladrão (o plural de ladrão aqui roubado) contaram errado; ainda assim deu maioria de 53%, “52” gritou Muié, uma véia faladeira também pra danar. Bem, deixo por 52 o que ainda maioria absoluta. Não é que o Juiz, de parte com o demo... demo é povo em grego lembraram. Que seja mas demo aqui significa mesmo o diabo. Não xingue as mulheres, replica Muié, só porque a Juíza dizem que bateu no esposo e daí ele não quis deixar o eleito... O Ômi tem razão, berrou Encalhada já franzida gasta e com língua destamanhão. O Juiz tava sim com o demônio no corpo, a barrar um santo um justo desejoso de governar democraticamente Subimundo que andava ainda anda nas garras daqueles porcos do PO. Inclusive eu votei nele e meus parentes todos mesmo o Primo que foi cabo eleitoral. Ih não sabem um podre: os outros candidatos, derrotados graças aos deuses, esses não pagaram os pobres, deram cheques sem fundo aos pobres cabos deles, geralmente jovens desempregados a tomar um bico no tempo de eleição pra viver, ajudar a família... Não pagaram os infelizes e bem feito haverem perdido na apuração e... O que o sr. Coitadinho disse? Coitadinho: querem ganhar agora no tapetão no entanto o santo-mor orangotango impetrará recursos, ganhará na justiça o direito conquistado na eleição democrática e limpa – sim também acho a justiça ceguinha da silva – e ganhará o cargo que recebeu das mãos do povo em maioria absoluta dos votantes. O motorista, um Chofer grisalho, não aguentando o barulho do falatório, lembrou (não ouviram em bate-boca) lembrou de novo estarem chegando, relembrou, não escutaram outra vez; encostou o veículo e a pressa fez o resto dispersando os linguarudos seres.

Continuação da Íntegra em partes enquanto durar
Por essa altura orangotango-mor candidato, eleito não empossado frustrado sem estar desanimado, orango virara santo entre o povinho fiel subserviente aos poderosos e... bem, afinal das contas conta-se com a lei; a lei estabelecendo soma honesta... honesta não bem isso mas absoluta concreta apurada na computação dos votos e nisto sendo um pretendente, rico ou pobre; este nunca chega ao poder por falta de poder, o econômico; portanto sobra o rico, quanto mais rico mais aparece e aparece o seu dinheiro; aliás o povo vive deslumbrado na morte, o dinheiro para muitos é a morte; os milionários não concordam com tanta poesia de laivos religiosos e permanecem ou mais ficam ainda ricos. Ora, o eleitor e o analfabeto antigamente sem direito ao voto e com direito à língua discorrendo nessa questão, se bandeiam aos lados dos candidatos até se esquecendo sê-los por causa do poder financeiro ou não sê-lo-iam ficando só eleitores doutros ricos; esses eleitores e sem letras mesclados na população discutem e discutem sem parar a coisa – vira um enxame sem perceber vexame, alvoroçados em vista o óbice legal, com o Juiz negando posse ao eleito, um mor dos maiores que existem entre orangos do ritmo tango, contra outros ritmos tal o samba ou rock da pesada metálica barulhenta ou que seja um comportadinho embora importado. Isto não obsta coisa alguma numa terra em que inclusive a língua da pátria vindo doutra pátria por culpa da história. O caso é a discussão – inflamada acelerada bombardeada para ouvidos de quem tenha orelhas.
A falha judicial – digamos sem peias ou dúvidas haver falha nada caipira, caipira só a interpretação – a falha segundo o povo, impedindo bloqueando a posse do eleito, essa trouxe nos meios mundanos um zum-zum, a acordar a sonolência da coletividade, alguns habitantes para discutir ou só falar sem precisar ser ouvido, a discutir tanto, tanto se esquecendo comer dormir e mais mais como fazer mais coisas às vezes proibidas além do sono e alimentação. Apenas se voltando a discutir. Daí Subserviente e o estranho Conhecido apelam ao erro frequente de Juiz (em seus respectivos entendimentos erro:) apelam lembrando outros contundentes deslizes do togado. Aquele negócio mui comum de haver criminosos (ah e como existem!) a polícia prende, o juiz solta, a sociedade critica esperneia depois esquece; a coletividade fornece então mais exemplares em exemplo; ou seja novos contra-lei novas prisões novas solturas para que a sociedade critique e logo esqueça, melhormente mais interessada num show de cantora pop, linda de morrer. Ou no esporte, o esporte servindo à fuga de todos dramas, mesmo o da droga... Subserviente diz nestes termos, nestes termos concorda o sempre discordante Conhecido, um ômi estranho ali de passagem; porque toda vida na vida social houve os que ouvem ou falam abobrinhas borrachas rolhas bolhas buf! ou pluft.

Continuação das partes integrais
Largaram de repente ou cansadas as línguas prenhes então no discurso do medonho e flagrante erro do juiz eleitoral não permitindo a posse de um santo orangotango e que seria, e por que não aguardar torcendo por sua vitória, seria um ótimo prefeito para Subimundo, presa sempre em mãos de ladrões políticos que aumentam mais ainda sua riqueza com os bens do povo pagos com impostos em dia, fora o caso dos inadimplentes e dos sem recursos e dos que não quitam dívidas nem com dívida ativa acionando-se juízes, mas em última análise todos pagam e aqueles sem-vergonha roubam escandalosamente. Opinião nada de matuto contador de lorotas porém do Botequineiro para o último dos bebuns, um Bebum a dormir sob cuidados da garrafa na mesa encardida e ao voo das moscas enxeridas. Do Botequineiro.
Porque um outro Freguês; o dono diz ser um Cliente, visto parecer-lhe bom pagador, esse consumidor narra, de início manso lento atento quase lerdo e depois um pouco presto e alto mais alto após uns outros tragos, conta da vizinha do quarenta e quatro, não menciona de qual rua, deduz-se ser da sua, no seu bairro. A vaca a cachorra a p.(aqui sem temer a esposa do homem do bar) se faz de corça, de ovelha nada desgarrada, e trai escandalosamente o pobre marido, mesmo estando pertinho o filhinho de nove aninhos. Conta canta no canto já ébrio também os deslizes morais de outros mais, talvez nem saiba dos deslizes na eleição.
Nem os de Juiz nem os de Eleito nem os dos perdedores a tentar o tapetão, que ganhariam assim duma dor de corno bem apurada ou somente bem narrada.

Mais algum talvez ou quem sabe
Por essa altura dos fatos o eleito não empossado, tendo em vista o trabalho surdo no zum-zum da coletividade pobre de conhecimento rica de ignorância espalhando sabedorias, esse eleito virara já um verdadeiro santo, anjo talvez fosse pouco no muito e por santo planava em berço esplêndido no seu luxo de milionário. Agiam seus advogados, o não empossado também causídico de sua própria necessidade e advogado igualmente formado, aqui empossado com glória e cerimonial, dizem a propósito da formatura ser formado torto em direito, falam os que sabem sequer tendo ido conhecer a cidade onde sua universidade, paga bem paga e dando retorno às suas contribuições um anel de graduação e o direito ao direito – usando o direito agora em sua própria causa o doutor, pois já entrara com recurso aos seus 53% apesar de Muié embirrar nos 52. Mas o eleito não empossado de Subimundo sendo aceito na corte celestial, barrado na corte judicial e daí os recursos até ao supremo, fosse supremo e fosse necessário, parecendo que sim dizia dona paciência prima da senhora memória. Enquanto, perdido essa criatura angelical proposta a ser prefeita do município em questão (ele pronunciando “qüestã” pra ser diverso da gentalha) enquanto isso então se movimentava o povo e mais ainda as parcelas religiosas e artistas de rua a compor a modelar peça de escultura e estatuetas provando por a+b a santificação a provocar devoção e culto. A igreja consagrada entre os muitos prédios com seus sacerdotes, a reservar o mais bonito mais apresentável quiçá mais suntuoso a ser agora templo de São Orangotango-Mor o milagroso, o qual embora não houvesse feito o milagre ainda de empossar-se prefeito, já procedia a curas notáveis e o maior milagre também num quem sabe ato desregrado ao doar uns milhões para o templo com seu nome bem no centro de Subimundo.
Contudo, isso tudo não assustou a razão nem o sol nem o tempo nem a eternidade.

Oposição bastarda
Aliás a rigor tudo que destoe da rotina é bastardo e apócrifo, enfim crime como por exemplo o de lesa-majestade. Os candidatos derrotados pelo derrotado por não empossado se avistam com Juiz a fim de impetrar um vitorioso tapetão; ou seja a possibilidade movimentar dados legais e ou empossá-los diretamente ou como último dos recursos provocar novas eleições; em que ganhariam na certa orangossambas e orangorroques. Lógico, haveria sessões especiais e à parte no “comei-vos uns aos outros” dito da nova religião em Subimundo na opinião do Santo. Sim, admite-se que defrontar-se-iam ambos competidores políticos para sobrar o melhor (leia-se o com mais poder econômico). O curioso é ambos golpistas ou tapetistas se julgando o mais válido que o oponente. Claríssimo que nessa ocasião o Santo não mais santo estaria condenado e na cadeia; aqui abuso porque os ricos ou fogem ao exterior, de preferência a seus paraísos fiscais, ou formalmente presos todavia nababescamente tratados e vivendo em suas mansões; seria o caso do santo. Mas calma, isto hipótese porque o processo orangotango acelerado municiado por milhões de criaturas, milhões de bens, milhões em dinheiro.

Ah o dinheiro...
Agora o santo não empossado consulta aplicações de ordens aos seus mequetrefes advogados; num momento abismado e nervoso o Orangotango-mor imagina estar diante do Juiz da Juíza santa esposa do juiz e das santas leis, dá-lhes obscenamente uma banana...
A banana sempre foi a moeda nacional por excelência e assim de uso do povo. Logicamente quando ela chega lá em baixo no povão saída da casa da moeda lá em cima, a banana anda esfarrapada grudando e a cheirar mal, sobretudo as de menor valor e mais corrente nas mãos da gente miúda – são bananinhas mal granadas ou passadas ou estragadas, dentro do palpite e lema ‘quem não tem cachorro caça com gato’; é por aí. Aí comenta o Açougueiro embrulhando mercadoria antes de embrulhar no preço o Embrulhão (também tido por Picareta, já advertido) vendendo de novo gato por lebre. Aquela velha questão de passar sebo e retalhos de terceira por banana de primeira, comum na crise que assola o país não somente o Subimundo; a banana melhor conformada, bem granada, vistosa no seu exterior apenas orangotangos-mores têm capacidade aquisitiva a adquirir. Enfim o Açougueiro comenta (devendo ser na barbearia, onde lugar a discutir política mulher e futebol, estamos no açougue) ele comenta a reviravolta no caso do prefeito. Tem uma lei que manda o juiz empossar no cargo vago o que preencheu a exigência legal e portanto o eleito, no caso com maioria (os 53%); tem outra medida que prefere mandar o juiz dar ganho aos tapetistas, havendo falcatruas a tapetar. A coisa – diz o homem a embrulhar numas folhas de jornal do “Diário Subimundense” do mês passado, curiosamente dando esse periódico como manchete aquele crime monstruoso sim e também equivalendo outra na primeira página em letras garrafais sobre o ganho do Orangotango-Mor como prefeito – a coisa tá nebulosa, embrulhada; aí dá olhadela se o freguês é freguês ou cliente, vê apenas um Embrulhão esperando já pago sua mercadoria, banana com sebo e retalhos misturado.
Assim a situação, a situação que tem oposição mas não tem solução.
O recurso dos homens lá em cima é entrar com recurso, antes do decurso de prazo.
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Prazo! indaga por pensamento o autor abrindo olhos; não se animaria perguntar a um matuto confuso, pois que o capiau até se esquecera da maioria proposta de personagens. Se cala.
Marília   dezembro  2012
           


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