quarta-feira, 21 de agosto de 2019

O Roubo da Casa


O Roubo da Casa

- Primeiro, segundo as más línguas, a gente não vê o que acontece em volta da gente e sempre leva um susto espantando-se com que vê, a constatar por exemplo um roubo... E aqui o sujeito sujeito aos imprevistos acaba sujeito a várias interpretações; mesmo seja interpretação do quesito roubo.
Assim chegou ao seu lugar percebendo no susto mencionado um roubo. Um roubo! gritou lá dentro do cérebro num pensamento assustado. Sim, assustou-se. As mais das vezes a gente se espanta inicialmente e interpreta quase imediato com um susto; por vezes marcante, outras vezes fica no espanto esquecendo logo. Não fosse neste último aspecto, enlouqueceria cada qual ou morreria porque susto pode matar. De fato as mais das vezes somente o espanto, o espanto que fere pouco a rotina da gente; e mesmo ninguém precisa colaborar demais no seu espanto virando susto movendo o coração estourando veias e morrendo ou só a ficar internado no corre-corre ao pronto-socorro e acabando antes de acabar na unidade de terapia intensiva, apenas por um susto, antes inocente espanto por uma coisinha de nada.
Coisinha!
Coisinha coisa nenhuma, o sujeito sujeito a isso encontrou foi um roubo... ou seja não encontrou o que antes estivera ali.
Ali?
A casa. Tinham levado... ah se disse! indisposto a catalogar esse achado terrível no perdido. Que fosse para comunicar as autoridades, relacionou tudinho desde essa fantástica desagradável triste constatação. Além é claro pôr mil outras minhocas na cabeça, os ‘comos’ da existência, os porquês, quem!? Puxa, quem com quanto quinhão de coragem (e por que não concluir paciência meticulosidade quiçá planejamento além da coragem) sim quem a se mover a tanto e produzir prejuízo a um cidadão correto honesto trabalhador cristão comprovado e servidor da lei!
Contudo ali estava, no ver com os próprios olhos, ali o flagrante de um crime; porque sem dúvida um crime; um hediondo talvez e com certeza de lesa-majestade a si.

- Segundo dia após. Tornou à prova do crime, lápis e papel nas mãos; não, lápis é fora de moda, quebrava fácil a ponta, tinha que apontar afinar sujando-se nos dedos com pó do grafite; caneta. Caneta e caderno, optara nisto inicialmente por uma brochura dessas baratinhas mas aí o primeiro drama: como a lei veria a coisa, quer dizer um caderno de pobre, ensebado talvez e de difícil folhear, aquele negócio do grudar folhas por dobrar as pontinhas das folhas em orelhas e... ah gastou no bazar próximo na aquisição dum caderno grande vistoso de arame enrolado em caracol com folhas sem falhas e a capa, uh a capa linda de morrer, apresentando aquelas figuras das loucuras da tevê em estampas de heróis monstruosos e apresentados lindamente nas cores berrantes. Desse tipo. A caneta ficou na comum de hoje em dia, a gente compra uma e, seca entupida ou mesmo sem tinta, a gente atira com raiva no chão compra nova, por via das dúvidas de outra cor e doutra marca de multinacional mais idônea com que se possa ser premiado.
Bem, munido assim, assim vai ao trabalho. O trabalho de enumerar – enumerar não é bem isso e sim relacionar mais ou menos e a esmo, pois fosse enumerar de fato numerando na ordem crescente faltariam, alertara-lhe sua apreensão, faltariam números além do mil e um; visto haver sentido numa abrangência ser um roubo de grandes proporções! Roubo!?
Aqui entra em discussão no seu íntimo o que um roubo; roubo ou furto, não sendo uma afanação de carteira logicamente. Pra ser roubo, ponderou respondendo-lhe o dicionário (daqueles grossões de folha fininha quase transparente impossível sem rasgar passar duma para outra página) para ser roubo tem que haver violência. Nesse ponto matutuou horas e horas e não concluiu poder garantir ação violenta, o proprietário da propriedade não estando presente. Longe estar em mãos assassinas de bandidos sem consciência e que não prezam a própria vida e aí não tendo condescendência com a vida da vítima. Nisto teve arrepios medo e dó de si mesmo. Todavia houve sim violência, ou perder o que se tem não é uma violência! Quase se contentou na resposta que se deu e partiu a uma comparação.
Sim, não poderia ser mero furto e não roubo? Não, se garantiu, mero também é dose: foi um brutal crime de roubo do seu patrimônio, ah se foi.
Entretanto não estaria num gastar a massa cefálica e o segundo dia na constatação terrível com mau defunto?  pois o roubo estava a seus olhos configurado. Como um dia um mês um ano que se fora, irrecuperável.
Irrecuperável... isto lhe doía. Enfim retomou ou, antes, iniciou a catalogação do que perdera e pelo visto perdera bastante.

- Terceiro dia após. Voltou ao local do crime a iniciar de vez a relação; sim pensara toda segunda noite para o terceiro dia sobre o fato e não tinha mais qualquer dúvida: era roubo era crime.
Resolveu começar da sala de visitas, a qual praticamente sua solidão sequer permitira uma visita, visita pra quê?
Bem, não importa se ela sem ninguém vir vê-lo, existindo. Não, não existindo mais e por isso não iria relacionar seus pertences (agora pertences do ladrão ou mais possivelmente ladrões pois como levar tanto!)
Uma cadeira grande onde descansava, não podendo lógico mais descansar nela. Um sofá pequeno gasto e caro, tudo que possuía era de primeira, sem luxo embora. Duas poltronas finamente revestidas. Três estantes artísticas com chapas de vidro sustentadas por ferro, ou aço? ora, resmungou, que importa. Certa mesinha de telefone com lista de números e o aparelho logicamente e canetas várias e ainda papéis para anotação. Uma estante baixa a portar uma televisão, o aparelho de bom nome e ainda na garantia (descreveu, numerou números e a marca da tv). Duas estantes, antes, bem antes, montantes de discos tipo cedê com músicas ditas clássicas e umas poucas populares mas instrumentais não apreciando vozes humanas e mais umas coisas inclassificáveis em matéria de discos; não se lembrando para registrar todos títulos.
Ai ai ai... ia se esquecendo relacionar quadros, só um de pintor famoso e consagrado, um degas, talvez falsificado e isto não podendo depois esclarecer à polícia nem ela no seu analfabetismo devendo reclamar – pois sequer o proprietário ex-proprietário sequer os funcionários na delegacia de roubos e furtos em condições diferenciar obras-primas, se elas porventura falsas... Outros quadros do tipo adquirido em feira de rua belos. Duas ou três (agora se lembrava bem, eram duas) duas estantezinhas de vidro presas no alto da parede com mil objetos mignons, bibelôs ganhados como lembrança ou feitos pelo dono metido a artesão e portanto rústicos porém estimados. Só havendo isso? ah sim também um tapete já velho esfiapando, sem valor numa relação oficial. Só. Talvez... a memória terrivelmente lerda ou esquecida ou ainda teimosa não devolvendo mais. Respirou provisoriamente aliviado por esse longo rol e se foi.

- Quarto dia após. No dia sol manso nuvens pressagiadoras... No quarto dia o quarto, agora vamos ao dormitório; vamos é forma mais graciosa a um solitário, o qual precisa como o resto da humanidade dormir.
O quarto era acanhado ou ao menos não demais opulento por ter demais espaço, quase enorme a um só homem; mesmo fosse a um exército de um homem só seria grande para uma robusta insônia no peso da idade. Todavia aqui engrossou um pouco, isto maneira a significar o montante valoroso do conteúdo, além do comum guarda-roupa. Ora, este andava estourando rachado cheio de frestas e insetos, sobretudo facilitanto tais frestas às baratas e claro acumulado de poeira; e cheiro, lógico. Cheio o móvel também pois continha mil peças masculinas como ternos gastos, cuecas nem sempre novas, camisas duas delas pedindo substituição. As gavetinhas a conter miudezas como meias e outras impossível de relacionar mas ótimo a reclamar e impossível igualmente interessar autoridades; não relacionou. Eram restos ou documentos anos anotados guardados escondidos até e que a gente não sabe onde pôr a fim de não ver e aí joga num canto do guarda-roupa atulhando não estivesse já atulhado... Oh, lembrava quiçá com pena (pena por perder perdido!): uns objetos eletrônicos velhos alguns já não funcionando e isto não é coisa que a gente sabe sabe somente ao experimentar se de fato não funciona e mesmo aqui não tendo coragem atirar a estimação no lixo, embora pudesse desfazer-se como lixo reciclável por não ter serventia. Que mais? não mais se lembrava o que mais dentro desse monstruoso móvel. A seguir, o pior.
Não, a cama velha o colchão estourando e tendo vão na forma do corpo pelo peso do corpo e a refletir nas dores na coluna da gente, lençóis fronhas essas coisas usadas azedas fedidas – não importando; só as mudas novas e limpas já não mais no guarda-roupa ex-armário porque fora roubado; só estas sentiu de fato a perda. A cama realmente estando quase a desmontar por antiga e fraca, supondo até o trabalho silencioso dos cupins; sem ter tido tempo hábil comprovar: que o ladrão, decerto ladrões, que eles constatassem o problema no agora seu pertence...
Não. O pior sendo o melhor o mais caro e caro pelo conteúdo, a si caro, e então supondo bem guardado (já roubado!) O pior o melhor nos aparelhos e instrumentais informáticos. Neste ponto quase chorou, olhou em volta ninguém ali para vê-lo e então verteu lágrimas doídas como lágrimas de sangue...
Havia – tudo agora passado! – havia um computador com seu pecê novinho em folha, monitor e impressora idem; caixas de som e não mais que meia-dúzia de pendrives; uns pares velhos de disquetes superados com algum conteúdo resguardado, fosse ainda possível recuperar abrindo... Um cedê com algumas figuras e arquivos escritos, provavelmente ainda conseguindo abrir ler, agora...
Bem, agora o que fazer não sendo o sofrer a perda do que se encontrava na memória do computador e o conteúdo dentro dos pendrives, ai ai ai que perda irreparável!
Irreparável, ia voltar se debulhar no choro e mais uma vez olhou se olhavam não olhavam não tinha ninguém nas imediações; aliás ouvia barulho humano longe e menos longe uma televisão vociferando a enorme violência na programação; longe e portanto ele poderia inclusive promover estardalhaços lacrimosos à feição dos orientais ele gente do ocidente não potente e descontente.
Ia se debulhar quando a matreira memória pregou-lhe nova afronta; agora por se lembrar todo restante roubado no caso: recordou ter no quarto em cima da mesa de trabalho feito escritório particular um notebuque. Piormente esse computadorzinho de mão emprestado; quer dizer alguém amigo ou confiante deixara-lhe a geringoncinha uns dias com fim de viagem ou só à sua comparação dos dados da pessoa com seus dados armazenados guardados hermeticamente escondidos etc. e tal. Tal computador e igualmente o de sua propriedade, felizmente já pago ou teria perdido agora ainda mais por ter que quitar dívida; tal computadorzinho, o do amigo, precisaria comprar outro amanhã e devolver. Os tais foram levados!
Enfim o quarto vazio, nem servindo agora como dormitório para se insoniar.
Suspirou respirou fundo, após desabafo lacrimoso; fez constar o roubo, conferindo doentiamente a relação das perdas sem ganho, e se foi.

- Quinto dia após. Chegou ao local do crime nervoso na perda e disse quase nem entrando na área a continuar sua relação às autoridades – pô, vá tudo pros quintos! Todavia repensou adentrou prosseguiu.
Agora foi ter ao banheiro. Sim, banheiro, sem banheiro porque não tinha mais banheiro; não tivera banheira também mas tomava, antes, banho, agora no inverno o chuveiro ligado pesado gastão barulhento a aquecer água; portanto o compartimento um banheiro. Porém mais lugar para necessidades – uh os brutos levaram não só a tampa o vaso! A caixa de descarga, sim com defeitos funcionando embora estardalhaçante no puxar a cordinha. Tudo, nada sobrara; inclusive toalhas, uma com florinha ganha como presente de alguém, essa sentiu a perda; a outra grande para enxugar o corpo, tudo nada. Até o armarinho onde o espelho de não se olhar temeroso de se ver, de fazer a barba se cortar se esfolar arder, nadinha ficara, inclusive a escova e a pasta dental e o pente e um sabonete de reserva, até uma caixinha de pomada... ora vá ter gosto errado assim nos quintos dos infernos. Tudinho nadinha sobrando, arrancaram a pia usada como lavatório matinal. Surpreso, notou a falta mesmo dum dístico impresso comprado numa papelaria, desse tipo antigo de decalcomania a grudar na louça gelada lisa do azulejo por sinal branco (seria branquejo não azulejo então) – com uma sentença mui em moda: sorria, você está sendo filmado. Pois o ladrão deve ter sorrido e não acreditando arranhou a fita adesiva arrancou-a, que estupidez!
E agora então se pergunta, como farei pra fazer? Não importa, dá-se um jeito. Todavia à perda não tem jeito. O jeito é ir-me; e se foi.
         
- Sexto dia após. Foi revisar, já crendo esperando andar todo o cômodo limpo, vazio, foi examinar uma certa dependência estreita em que encaixara (claríssimo ela não estar mais presente) a geladeira, que fora aí posta para não ocupar espaço na cozinha onde estaria adequadamente no seu lugar. Nem ela, nem os alimentos colocados exato pra não se perder, nem ela nem eles. Entretanto ali o lugar usado a despejo de cacarecos, nunca imprestáveis o homem comum guarda tudo de nada se desfaz, mesmo aquilo que não tendo certeza se serve e para que serve se servir. Porém junto havia dois estrados de cama e dois colchões seminovos a fim de parentes vindos na visita rara terem que não dormir no chão duro e frio; ou ele, dono, proprietário, titular da casa ter que ir ao chão ofertando a sua cama e as suas coisas ao visitante, o visitante desse tipo que costuma não ter costume vir de viagem e vem. Todos trecos tidos sem lugar postos nesse lugar. Nesta altura olhou aos lados dum outro cômodo especialmente para depositar alimentos secos, a despensa; o espaço dela, visto nem alimentos nem a despensa mais existir! Ah pra que lembrar agora, agora vazias tais dependências. Ih, necessário relacionar à cobrança oficial. Não ocorreria que os polícias prendessem recuperassem devolvessem a perda em ganho!? Então relacionou por essa razão mil objetos ali encaixados (os alimentos da despensa não: a lei diria você compra outros, os ladrões terão comido tudo) enfim os encabeçados pela geladeira e sua barrigada cheia fria gelada apetitosa; registrou cada um, conforme colaboração da memória dita curta ingrata inimiga de esquecidos ou só faltos de força a devolver dados vistos, perdidos, e agora enumerados.
Cansou-se. Daí partiu, a deixar o restante pra amanhã, hoje já perdido mesmo o perdido...

– Sétimo dia após. Foram inventariar a cozinha, foram ele e seu desânimo. Isso, andava nesse sétimo já desanimado, e um pouco descrente ou pessimista com a possibilidade de sobra, quer dizer: encontrar material sem interesse aos meliantes e largados como sobra ao dono, ex-dono tudo indicava.
Então enganou-se redondamente nisso: não havendo sobra nenhuma. Chegaram os criminosos decerto na boca da noite ou tarde na madrugada a arrancar a pia grandalhona da cozinha! se interessaram pelo mármore que a cobria; ora se levaram até o filtro de água de cima da pia e o escorredor de trens de cozinha – não levariam a pia? Arrastaram o fogão, outro objeto novíssimo embora já a grudar nas gorduras e sujidades pelos desânimos de limpeza. A mesa de fórmica prensando grânulos de madeira não ficou. Não ficou nenhum objeto nenhum móvel na cozinha a contar a história e quem sabe a delatar o ladrão, caso o inanimado pudesse e se animasse a dedar. Estão agora contidos na relação (relação não sua, a entregar e ficar à disposição das autoridades) estão nesse rol tudo relacionado aos utensílios de cozinha como alumínio e louça; até canecas e caçarolas amassadas que foram surrupiadas. Talvez mais pesando em peso e valor um botijão de gás que andava debaixo da pia que fora arrancada levada por esses sem escrúpulos fora da lei, até o gás; claro, ladrão é gente inteligente e não iria soltar o gás fedorento alertando no chiado a vizinhança nesse roubo, apenas a fim de o bujão ficar mais leve nas suas costas.
Em resumo: não havia mais coisa alguma de cozinha na cozinha, não havendo mais nada nem sequer as paredes...
Nada assim para fazer nascer um desânimo sem tamanho!
         
- Oitavo dia após. Torna desesperançado à antiga residência e ainda a ruminar no diálogo consigo mesmo – por que, seu burro, se pichou, por que se ausentou tanto de casa? dias apenas redarguindo para o outro ele-mesmo; não importa, responderam lá no miolo ríspido e conclusivamente, você perdeu tudo dentro da casa!
Abanou a cabeça a espantar desânimos pessimistas e completou: não senhor, tudinho não perdi, só fiquei sem objetos e móveis, o imóvel...
Já houvera examinado o espaço quase inteiro, e a cada dia mais negativo no ânimo, já visto todos cômodos da moradia, pequena é verdade mas enorme a um só solitário. Agora vai aos fundos do quintal. O jardim na frente não mais existente ou pisoteado ou arrancado o verde e as cores, anteriormente tão alegres e a alegrar. Chegou no fundo do quintalão a medir onze por trinta e três o que sendo metragem pra valer, hoje que se valoriza exorbitando o metro quadrado no espaço urbano.
Sim o quintal inteirinho lá. A verdura e as plantas miúdas é que não mais existiam... As árvores, poucas, essas cortadas havia um que outro toco delas para documentar e se lembrar duma grandeza. Somente uma única estava de pé, como espécie de rainha ditando imperando a reinar sobre um nada que fora tudo ao rico pobre morador, dono, ex-dono.
Olhou para a árvore; e seu rosto a fim de conseguir abarcar lá em cima o tamanho e o porte daquele ser, sua cara precisou esticar bem o pescoço, o queixo subiu para ver se via lá em cima a feição os olhos do imenso vegetal.
Ia dizer perguntar: até você não me defendeu a propriedade!! decerto não iria esperar respondesse que o patrulhamento é função dos cachorros, eles mortos ou fugidos ou roubados com os objetos. Não disse, abaixou a testa os olhos a molhar o chão. Voltou-se, tornou à frente ao gradil a sair, vencido, pelo portão.
Aí lembrou-se, até deixando cair ao solo o caderno de anotações a ser entregue à lei; recordou não haver visto à entrada desde o primeiro dia, o portão grande para o carro que não possuía ou já teriam roubado; e o pequeno de se passar e mesmo o restante dos ferros da grade de proteção contra os fora da lei.
Os ladrões haviam levado tudo, incluso a paz. Nada ficando.
Marília   julho  2013



         



           


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